"Animação cultural" e “0 e 1”
Texto "Animação cultural"
O que mais me chamou atenção no texto
em questão é que além do terreno dos fenômenos inanimados, estudado pela física
e demais ciências exatas, do terreno dos fenômenos animados, estudado pela
biologia e demais ciências inexatas, temos também um terceiro terreno, o dos objetos,
estudado pela ciência da cultura. É nessa esfera de estudo que se discute a
interação entre animado e inanimado, e o condicionamento de um em função do
outro. Nessa linha de pensamento é interessante a inversão da relação “homem-objeto”,
em que os objetos passam a ditar comportamentos humanos. A arquitetura hostil
presente no meio urbano, por exemplo, é sinal dessa inversão. Nela objetos são
projetados para induzir formas de interação com o ambiente, como: as
inclinações de bancos de praças permitem ao indivíduo somente assentar (e
provavelmente em uma só posição), grades em baixo de viadutos impedem que
moradores de rua durmam nesses espaços, ou ainda ranhuras no chão de uma praça,
que tornam impossível a prática do skateboarding.
Sobre “0 e 1”
A discussão acerca do tema "0 e
1" parte do princípio de que apesar de terem significados diferentes e
polarizados na sociedade atual, são empregados de forma combinada no meio
digital. A programação de sistemas é formada por combinações e sequências
destes números, possibilitando infinitas possibilidades.
No universo da arquitetura essa ideia
dicotômica se mostra de diversas formas distintas, dentre elas a dimensão plástica
e lúdica versus o racionalismo. A primeira área se vale da criatividade para
proporcionar experiências que agregam ao cotidiano e buscam um diálogo com o usuário,
já a segunda área se contenta em contemplar normas e regras, criando assim um
cenário repetitivo e padronizado. É fundamental que o arquiteto saiba
compreender e atuar com as virtudes de cada uma dessas áreas.
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